... O Alien Friend (cara que tocava no Redmoon) vem de Estocolmo e passou os últimos anos fazendo aquele indie rock redondinho, meio power pop. Só que de repente o rumo mudou. No disco "The King and the Sparrow", ele resolveu enfiar a mão direto na terra batida das histórias velhas da Suécia. Foi buscar... Continuar Lendo →
NEW SUNDAY E O SEU FOLK TERAPÊUTICO EM “THE EMPTY STREET”
... Olhando de fora, a cena independente vive tão fissurada em criar algo "explosivo" para bombar no TikTok que, quando aparece alguém fazendo o caminho inverso, você é obrigado a parar para ouvir. O New Sunday é exatamente esse tipo de anomalia. O projeto nasce lá em Hafnarfjörður, na Islândia, mas não espere aquela melancolia... Continuar Lendo →
GIANFRANCO GFN E A TENTATIVA DE TRADUZIR O MUNDO EM GROOVE COM TRACES OF THE WORLD
... Tem uma coisa no Acid Jazz que, quando funciona, pega a gente pelo estômago: a mistura de ritmos que não deveriam se cruzar tão fácil assim, mas se cruzam. Em "Traces of the World", novo single do guitarrista e produtor suíço-italiano Gianfranco GFN, ponto de partida para o disco duplo RESPECT (Sixth GIAZZ), essa... Continuar Lendo →
ROGER RICKS E O LUTO TRANSMUTADO EM MADEIRA, CORDAS E BARULHO EM “THAT DAY”
... "That Day", novo single do suíço Roger Ricks, chega sustentado pelo peso bruto das guitarras e pela respiração crua de uma gravação sem rede de proteção. O multi-instrumentista constrói a faixa como um relato direto sobre a fragilidade do tempo, apostando em uma sonoridade visceral e artesanal desde os primeiros acordes. Ricks assume praticamente... Continuar Lendo →
KEESHA BLAIR E A REVOLUÇÃO SILENCIOSA DE WOODBRIDGE EM “PEACEFUL POWER”
... Em Woodbridge, Virgínia, a criação musical ganha contornos que desafiam a indústria tradicional. Keesha Blair, diretora criativa e compositora à frente do projeto Divine Purpose Music, opera em um território onde a espiritualidade afro-americana encontra as ferramentas tecnológicas mais recentes. Em seu novo single, "Peaceful Power", Blair utiliza a inteligência artificial na produção e... Continuar Lendo →
CATLEA E A ALQUIMIA DA CURA EM “SOMEONE’S GOT TO”
... O pop intimista frequentemente oscila entre o desabafo cru e a estilização excessiva dos dramas pessoais. No entanto, em seu mais recente single, "Someone's Got To", a artista norte-americana Catlea (sediado em Cincinnati) encontra um ponto de equilíbrio no qual a dor pessoal não serve apenas como tema, mas como matéria-prima para a construção... Continuar Lendo →
DREAMGOOD TRANSFORMA A AUTO-OBSESSÃO EM POP CINEMÁTICO EM “YO EGO”
... Na faixa costeira que liga a metrópole de Sydney à região industrial de Port Kembla, o cotidiano oscila entre a vastidão do Pacífico e a presença rígida das chaminés siderúrgicas. É nesse cenário de tensões geográficas que Mitchell Sloan, Joshua Heath e Glenn Heath dão vida ao DreamGood. Distante da estética praiana solar comumente... Continuar Lendo →
A PULSAÇÃO BILÍNGUE DE JANALYNN CASTELINO EM “CAN’T DENY”
... O pop global contemporâneo vive um momento de transição em que as fronteiras linguísticas deixaram de ser barreiras para se tornarem a própria força motriz de novas estéticas. É exatamente nesse território híbrido que a cantora, compositora e produtora Janalynn Castelino se posiciona em seu recente single, "Can't Deny". Radicada em Los Angeles e... Continuar Lendo →
ANA APRIL MOLDA “REVOLUTION” ATRAVÉS DA CENOGRAFIA E DO ESPAÇO URBANO SUÍÇO
... Zurique é frequentemente associada à precisão financeira, mas carrega um histórico subterrâneo de vanguardas, desde o dadaísmo no Cabaret Voltaire até a efervescência eletrônica recente. É nesse cenário de exatidão e discreta experimentação que a musicista e cenógrafa Ana April molda sua identidade. Filha de pais que se conheceram na São Francisco dos anos... Continuar Lendo →
A CATARSE URBANA DE THE SUBTHEORY EM “THINGS THAT CAUGHT MY ATTENTION”
... A sobrecarga informacional da era digital tem se tornado um dos temas mais recorrentes, e desafiadores, da música contemporânea. Capturar a exaustão psicológica de um feed infinito sem cair no clichê do manifesto tecnofóbico exige precisão cirúrgica. É exatamente nessa fresta de urgência que o quarteto britânico The Subtheory, originário de Oxford, posiciona seu... Continuar Lendo →